Matérias-Primas

Fashion Law: Matérias-primas


Com uma vasta quantidade de peças no armário, o consumidor da moda tem se descuidado para a matéria-prima de que é feita as suas roupas, calçados e acessórios. Se falta atenção, é porque desconhecemos a origem da peça que tanto nos chama atenção nas vitrines.

Será que ao vestirmos uma roupa ou escolhermos um acessório temos conhecimento do processo e da matéria-prima utilizada? É de origem vegetal ou animal? Como é feito o seu plantio? E o uso de agrotóxicos? Como o tecido é produzido e qual a quantidade de água utilizada? Enfim, é grande o número de questionamentos, mas o maior deles deve ser: como minimizar o impacto ambiental. Pensando nisso, vamos conhecer duas alternativas:

O algodão orgânico não emprega agrotóxicos e pesticidas, fazendo com que haja uma diminuição aos danos causados no solo e ao ser humano. Já o algodão convencional utiliza uma quantidade exorbitante de pesticidas, o que resulta em um número expressivo de doenças em agricultores.

A PET com diversas maneiras de reciclagem tem como um dos destinos a transformação em fibra de poliéster, que está sendo usada amplamente na indústria têxtil, a qual é levada para um processo de produção, findando em fibras que são embaladas em fardos, preparada para suas tantas transformações.

A indústria da moda é considerada a segunda maior fonte de poluição, perdendo apenas para a indústria petroleira. Contudo, se na ponta da cadeia, as indústrias têxteis estão mudando seus processos para alternativas sustentáveis, nós, consumidores finais, devemos contribuir, consumindo de forma consciente a peça que tanto nos encanta na vitrine.


Andreza Santos Borges é Advogada

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